Redução de Custos ou Eficiência Operacional?

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Muitas empresas tem tido problemas no último ano. A situação econômica do Brasil não está nada fácil. Temos sido procurados por diversas empresas com o intuito de reduzir os custos, seja para renegociar os contratos ou para uma revisão de processos.

Diante disso, resolvi compartilhar esse tema com vocês, pois acredito que muitos estejam igualmente preocupados e buscando alternativas. Então, compartilho essas experiências e trocas.

Há alguns anos, podíamos arriscar mais em nossas estratégias, tínhamos crédito abundante, era possível gastar mais com funcionários e projetos, colocar qualquer preço nos produtos que estes eram totalmente demandado, entre outras coisas. Porém, agora, estamos frente a um cenário bem mais complicado e competitivo. Pelo que tenho percebido, a necessidade desses clientes e empresas é sobreviver e passar pela crise da melhor forma possível – o que é muito inteligente e válido.

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Outro dia, estava assistindo um jogo de vôlei na TV e um time estava com uma vantagem boa de pontos sobre o seu oponente, devido a isso, eles estavam sacando mais forte e se arriscando mais nas jogadas, porque estavam confortáveis no jogo, em outras palavras podiam errar. Com o desenrolar do jogo, o outro time começou a se aproximar no placar e o jogo ficou mais equilibrado, então o time que estava na frente já não arriscava tanto, porque não tinha mais a vantagem. Com base nesse cenário do jogo, o comentarista falou: “arriscar é fácil quando se pode errar”.

Percebi que essa frase tinha muito a ver, tanto com o momento que o Brasil experimentou há alguns anos, como também, com a situação atual. Antes se podia fazer qualquer coisa, porque tínhamos margem. Agora, estamos trabalhando no limite e não podemos errar ou fazer escolhas muito ousadas que possam levar a perdas maiores.

Mesmo assim, atravessando essa situação desfavorável, temos a oportunidade de buscar soluções. Portanto temos tentado apresentar aos nossos clientes soluções alternativas, que gosto de chamar de criativas.

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     “Se a vida te dá um limão,

      faça uma limonada!”

Para aprofundar mais esse tema, vou recorrer a outras áreas, mostrando as alternativas criadas para solucionar problemas e que depois se tornaram parte da vida das pessoas, coisas aleatórias como o leite condensado, a cozinha americana ou um simples parafuso. Poderiam ser muitos, muitos mais que esses exemplos basta fazer uma rápida pesquisa na internet para comprovar isso.

Essas ideias são exemplos criados em meio a uma situação de crise, onde se tinha necessidade de transformar espaço, tempo, forma, etc., invenções que trouxeram benefício direto na vida das pessoas.

É sobre esse tema que gostaria de refletir hoje; aprofundar como nós estamos buscando solução para os nossos problemas.

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar ‘superado’. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência… Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um…”   (Albert Einstein)

Como falamos no início, sobreviver a situações extremas é muito válido. Mas como queremos ir além, queremos não só navegar, mais sim, chegar a terras desconhecidas, saber o que está além do horizonte. Convido a todos a pensar de forma diferente, refletir sobre processos, buscar alternativas.

A redução de certos “luxos”, como mudar o escritório para outro local sem vista pro mar; trocar o biscoito recheado pelo de água e sal; colocar uma impressora central, usar papel de rascunho para documentos de menor importância, etc. dá sempre resultado e ajuda a fechar as contas no azul.

Acredito que a gestão vai além. Sabemos que a redução de custos é um dos aspectos que deve ser observado, mas não é o único. Existem alternativas que podem gerar muito mais resultado financeiro do que a simples redução de custo. Por exemplo, não dá pra despedir um funcionário e ficar sem ninguém para executar o serviço, ou contratar alguém por menor valor, sem experiência ou que precisará de treinamento. É lógico, que isso não vai dar certo, se desse, os chefes fariam isso fora do cenário de crise, não é verdade?

Então, se ao invés de mandar o funcionário embora déssemos algumas opções:

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  1. “trabalho remoto”, trabalhar de casa poderia economizar alguns reais com transporte e aluguel de espaço.
  2. “carga horária”, redução da jornada de trabalho poderia reduzir custos e melhorar a qualidade de vida dos funcionários.

É verdade que existem pessoas que não aceitam tais condições, por qualquer motivo, mas também existem outras que buscam/esperam essas alternativas: para buscar um filho na escola, fazer um curso, ir para academia, melhorar a qualidade de vida de alguma forma. Até outros aspectos, como melhoria do trânsito nas cidades talvez fosse possível, com medidas como essa.

Aqui no Brasil parece que é obrigatório o trabalho de 8 horas! A carga horária é um item que poderia ser muito explorado na relação trabalhista e, infelizmente, é pouco usada. Da mesma forma, podemos pensar em outras atividades, melhorar o desempenho em determinada função, considerando aspectos relativos a tempo, espaço, bem estar ou produtividade, alem do financeiro.

A reflexão que trago é de vivenciar os conceitos de uma empresa: participar, conhecer, sair da cadeira, conversar com funcionários de outras áreas, pensar em alternativas que possam melhorar o conjunto e não apenas o aspecto financeiro, o financeiro é apenas o reflexo dos atos das pessoas/empresa.

Outra dica, que complementa essa e que pode impulsionar muito a criatividade é a junção de conhecimentos – fusão de áreas. Atualmente estão na moda os aplicativos de celular, bom exemplo de junção de diversas áreas com a área de TI. Tem aplicativo: de finanças, transporte, alimentação, corte de cabelo, etc.

Sei que não é fácil, ter a grande idéia!  Exige inspiração, motivação, vivência. Em muitos casos experimentação, tentativa e erro. E nem sempre o cliente ou nossos superiores estão dispostos a todo esse aparato, principalmente de tempo. Quantas vezes escutamos, “não quero que você perca horas nesse projeto”?

Por isso sugiro que se busquem coisas mais simples, processos do dia a dia.

Processos muitos rebuscados, demorados e cheio de detalhes, normalmente são difíceis dos colaboradores efetuarem de maneira rápida e prática, ou mesmo lembrarem que existem todas aquelas regras e rotinas. Certa vez, ouvi um professor dizer: “se as funções não estiverem expostas em uma única folha, pode ter certeza que as atividades que apresentarem nas folhas seguintes não serão lidas ou no melhor dos casos lembradas”.

Vários líderes repetem uma frase que é quase um mantra: “as soluções estão em coisas simples”. Eu também compartilho dessa idéia. A facilitação dos processos, desde que eles não comprometam a empresa ou gerem riscos, é a melhor forma de se executar um projeto.

Exemplos de procedimentos que podem ser revistos não faltam, pois praticamente tudo é processo. Quando chegamos na empresa e sentamos na frente do computador e o ligamos estamos fazendo um processo. Na hora do almoço, ao escolher um restaurante mais perto, mais barato ou que tenha opções mais saudáveis, também estamos realizando um procedimento, exemplo:

Você precisa cortar o cabelo ou pagar uma conta no banco e dispõe apenas do intervalo para almoço. Logo, você precisa ser ágil e buscar uma solução para seu problema! Você provavelmente escolherá o restaurante mais próximo ou que serve a comida mais rápida, de forma que consiga almoçar e depois cortar o cabelo ou pagar a conta no banco. Essa situação é um caso de crise que passamos todos os dias, e para a maioria das pessoas administrar essa escassez de tempo é uma atividade natural, nós já estamos habituados a isso. Contudo, podemos expandir isso para outras áreas, podemos melhorar a eficiência de qualquer operação. E reparem que não falei em cortar custos!

Da mesma forma, podemos pensar em outras atividades, melhorar o desempenho de qualquer função, seja através da melhoria de tempo, espaço, financeira, bem estar ou produtividade.

Podemos chegar ao mesmo resultado, ou até, a outro melhor, de diferentes formas.

Afirmo que a boa gestão é aquela que consegue superar a crise se reinventando, buscando novos horizontes e tentando achar solução para coisas cotidianas, muitas vezes, nem percebidas no dia a dia como um problema. Também pensar que as situações são antagônicas não é a melhor maneira de resolver os desafios, sempre existe muito mais do que dois caminhos e desafiar-se a encontrar um terceiro ou quarto pode ser o diferencial que você e sua empresa precisam.

Até o próximo artigo e administrem com sabedoria!

 

 

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Marcello Torres

(Gestor Financeiro da Wert)

marcello.torres@wert-sc.com.br

https://br.linkedin.com/in/marcello-torres

 

 

Gestão Financeira

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A administração financeira é um conjunto de procedimentos que abrangem diversas áreas de um negócio ou das finanças pessoais, é importante que nesse contexto o gestor planeje, calcule, analise e controle suas atividades.

 

 

O objetivo desse esforço é sempre tentar melhorar os resultados de determinado projeto, seja para a modernização de uma unidade fabril ou para uma simples viagem de férias com a família. Entretanto, é muito normal que empresas não façam a gestão dos seus recursos e distribuam seus resultados de uma forma inadequada.

Gestão financeira não é contar os recebimentos e pagar as contas. Muitos se acham bons administradores, porque o caixa está sempre volumoso e com as obrigações em dia. A administração financeira é muito mais que isso. A Gestão é a intervenção nos resultados da empresa!

Não é o fato de você deixar um resultado positivo no caixa, que demonstra um sucesso na gestão, não é porque existe distribuição de dividendos, que faz de você um bom gestor, “até crianças que sabem somar e subtrair”, conseguem calcular que 100 – 70 = 30. O que eu chamo de intervenção é você ser um agente de interferência ou influência nesse resultado, é executar ações que transformem os 30 em 40, por exemplo.

A grande questão da administração financeira é como chegar aos resultados positivos. Podemos abordar isso apenas pelo lucro, mas o gestor de sucesso é aquele que consegue abordar isso de forma ampla, como: crescer estruturadamente, minimizar riscos de perdas e contingências, sem prejuízos a sociedade ou meio ambiente, não macular a imagem da empresa, entre outros. É lógico, que cada empresa, projeto, departamento, processo ou produto tem suas particularidades e também não existe “receita de bolo”, mas posso afirmar que há muito além dos lucros e o gestor capaz é aquele que consegue enxergar tudo isso.

Então, ao contratar um administrador financeiro ou quando você estiver à frente das finanças, pense além, identifique a melhor forma, o melhor resultado de maneira ampla, não adianta crescer 40% num ano e quebrar no ano seguinte.

Até o próximo artigo e administrem com sabedoria!

 

 

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Marcello Torres

(Gestor Financeiro da Wert)

marcello.torres@wert-sc.com.br

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