Perspectivas para 2017

O que podemos esperar de 2017?

 

Nessa época muitas pessoas fazem avaliações do seu ano, do que poderia ter feito melhor, fazem promessas para o ano seguinte, traçam metas, planejam atividades e tudo mais. Isso tudo é válido não só na esfera pessoal, como também na profissional ou em qualquer outra. Além disso, compartilhar momentos, dividir ideias e discutir certos temas também ajuda nessa arte de planejar o futuro.

Dessa forma, expomos a nossa visão para 2017, com uma visão bem concisa e superficial, tentando apenas dar uma visão geral do que podemos esperar para o próximo ano e contribuir para o plano de todos.

 

 

Política e Governo

 

Não acreditamos que o governo vai ter vida fácil, assim como não achávamos com a Dilma e o Temer no pós-impeachment. Nossas instituições (entendam como pessoas) estão com sérios problemas de conceito. Isto é, criam se leis e programas para resolver sintomas e não as causas.

Não falamos isso como clichê ou como defensores de linhas partidárias, levantamos a questão da forma como nós, o Brasil, conseguiremos crescer e resolver nossos problemas com medidas paliativas.

politica-3Não vou entrar no mérito dos temas propostos pelos governos, estou questionando os motivos. Nosso país, atualmente, não pensa no longo prazo, qual o planejamento estratégico do Brasil? É raro você ver alguma política de longo prazo no Brasil, normalmente, temos tapa buraco e lençol curto. Por isso não vemos muito futuro no curto prazo – a mentalidade é sempre a mesma nos últimos anos.

E se restringimos a 2017, a situação fica ainda pior, pois os ânimos partidários estão muito exaltados, com muitas perseguições e incoerências. Sem contar às investigações que acontecem em todas as esferas políticas, o que vai desestabilizando ainda mais a legitimidade dos representantes e suas medidas.

Em resumo, a grade questão é que o governo quer resolver o problema financeiro sem entender ou sem querer considerar que o nosso problema é de base, de conceito, como: respeitar o orçamento; entender que a coisa pública é de todos e para todos; não legislar para casos particulares – hierarquia das leis; construir mecanismos sólidos e sustentáveis de estruturas de crescimento; traçar planejamentos de longo prazo; etc. Como isso não deve ocorrer, acreditamos na permanência de um cenário ruim politicamente.

 

 

Economia e Finanças

 

Também estamos meio céticos nesse aspecto, embora os economistas e o governo estejam projetando um ano melhor, crescimento de 1%, ainda acreditamos que será um ano muito ruim, mesmo que o crescimento seja retomado. Dizemos isso porque construir um crescimento é muito mais difícil do que destruir, ganhar credibilidade não é uma coisa que se consegue da noite para o dia, convencer alguém a investir em você (Brasil) precisa-se de muita estabilidade e confiança, será que hoje podemos dizer que temos?

economia-1E, além disso, quais foram as medidas e políticas efetivas que foram feitas para o crescimento do país? Aprovar limite de gastos, só restringe a sangria, em contrapartida, qual o estímulo a empresas ou ao crescimento? São muitas perguntas que sempre nos levam a respostas negativas, por isso do pessimismo nesse aspecto. Cremos que a melhora que está se projetando seja mais circunstancial do que por crescimento efetivo.

Dessa forma, não é recomendado grandes investimentos ou se endividar, pois o retorno desses atos podem não ser tão rápido quanto o esperado. É bom que se façam muitas análises, em muitos cenários, para se projetar a dimensão que tais medidas podem tomar. E para quem está com um grau de endividamento muito alto é necessário tentar diminuí-lo ou renegociá-lo, pois nesse panorama é preciso ter fôlego para sobreviver à crise.

 

 

Mercado e Negócios

 

Esperamos que o desespero tenha acabado, não vislumbramos mais empresas fechando ou diminuindo de porte, quem tinha que se movimentar de alguma forma já o fez durante o ano de 2016. É possível, com o mercado mais acirrado, até um possível crescimento, sempre tímido, de empresas que conseguiram soluções criativas para superarem este momento de crise. Infelizmente, o desaparecimento de algumas empresas se dá porque estão apenas preparadas para um mercado e economia fortes, sem considerar que cenários mudam ou que lucros passados não garantem os futuros.

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Entendemos também que possa haver um ligeiro aumento de contratações – lembrando que por salários bem inferiores aos de antes – pois as empresas diminuíram seu staff, porém continuam precisando de pessoal para continuar operando.

Embora muitos possam discordar, esses momentos são bons para lembrar ou ensinar que as pessoas, empresas ou porque não dizer países, devem: montar seus planejamentos estratégicos, construir seus planos sobre bons fundamentos e não podem considerar que os ventos estarão sempre a favor. Talvez, esse aprendizado possa ser o lado positivo disso tudo e ser também um grande estágio para o futuro.

 

 

Adeus 2016 e que venha 2017

 

O ano de 2016 enfim se despede. Foi um ano muito difícil para nós brasileiros, muitos problemas estruturais, escândalos políticos, manifestações, impeachment, desemprego, greves, etc., até o avião da Chapecoense caiu e abalou ainda mais o que já estava ruim. Porém, para não dizer que tudo foi tristeza, salvamos as Olimpíadas, muitas emoções e realizações para o povo e principalmente para os atletas.

Mesmo assim, as esperanças se renovam, temos um novo ano para trabalhar, lutar, sonhar, plantar – principalmente plantar – para que num futuro próximo possamos colher. Desejamos sucesso a todos e que busquemos no dia a dia construir esse futuro, não esperemos que os outros tragam as soluções, busquemos as nossas.

Essas foram as perspectivas vislumbradas por nós, esperamos que esse artigo ajude e dê um norte para aqueles que ainda não conseguiram avaliar do que esperar de 2017.

 

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Marcello Torres

(Consultor Financeiro da Wert)

marcello.torres@wert-sc.com.br

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